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01 — MONALISA
CAPÍTULO I — O ENCANTO
(O Amor como uma Arte Viva)
Esta primeira faixa da EP consiste no ato de olhar, ou seja, de admirar o exterior de uma companheira, no que se trata de qualidades profundas, que por vezes, não são tão claras ou valorizadas socialmente. A “Monalisa” fala do momento em que o amor ainda é um encanto, compara a pretendente, a uma pintura altamente tradicional que tem uma atenção abundante apesar do seu tamanho.
02 — VALOR INTERNO
CAPÍTULO II — A POSSE
(A Possessividade Aumenta)
Esta faixa retrata a imaturidade emocional explícita, isto é, a idealização de que a parceira deixa de ser um ser individual, com valores, princípios e gostos pessoais, e que agora pertence ao artista como um todo, como se tudo aquilo que existe nela passasse a ser automaticamente, e somente fruto da influência que o artista tem sobre ela. Já nada foi unicamente originado por ela, e o seu passado deixou de existir, porque a sua vida começou exclusivamente a partir do momento em que conheceu o artista. O “Fruto de Mim” retrata precisamente essa possessividade, e fanatismo, ofuscado pela admiração, que simboliza o quanto o artista se entregou para o relacionamento, mesmo apesar das perturbações internas presentes.
NOTA: Este é o ponto de reviravolta da EP, onde o amar passou a ser uma decisão, apesar de tudo.
03 — PORTO SEM NAVIOS
CAPÍTULO II — A ESCOLHA
(Quando o Amor Existe mas falta Direção)
Nesta faixa, o amor aprofunda-se. A beleza deixa de ser somente o exterior e passa a residir no que se demonstra posteriormente, numa relação. O “Porto Sem Navios” fala do cuidado, da proteção e da responsabilidade emocional que significa amar alguém para além da imagem. Aqui, o artista encontrou um conforto considerável em resolver problemas num relacionamento, e lidar com complicações emocionais desgastantes. Noutros termos, romantizou fatores que as pessoas geralmente preferem evitar.
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